Saturday, Feb 07, 2009

134. "Sweet Thunder, Black Poetry" e "Letter to Young Sisters" (Nancy Dupree) por Nancy Dupree - Parte 1

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[Emissão Sáb.07.Fev.2009.24h]

Professora de música, activista pelos direitos humanos, escritora, actriz, membro do Black Panther Party, uma voz negra do ghetto, inspiradora, carismática e pouco conhecida da cultura americana: Nancy Dupree (1936/80) é a próxima convidada do programa.

Nancy Dupree cresceu na Carolina do Sul e rumou a Nova Iorque esperando encontrar uma cultura mais tolerante. Em 1964, quando chegou, confrontou-se com manifestações pelos direitos civis e violência policial nas ruas. Foi em Rochester, Nova Iorque, que começou a mostrar a sua força e inconformismo enquanto professora de música numa escola local.

Apresentou aos seus alunos nomes como Odetta, Nina Simone e Leontyne Price, levou até à escola oradores como B.B. King e Muhammad Ali. "Ghetto Reality" é um álbum composto por músicas feitas por ela e o seu o coro de alunos, editado em 1970 pela Folkways Records. Um ano depois, Nancy Dupree era despedida da escola. No tempo que se seguiu focou-se na poesia, gravando dois discos a solo, em ambos os casos, leituras improvisadas, sem recurso a papel: "Sweet Thunder" e "Letter to Young Sisters" (que reúne registos autobiográficos).

"I walk into a room / Just as cool as you please, / And to a man, / The fellows stand or / Fall down on their knees. / Then they swarm around me, / A hive of honey bees. / I say, / It’s the fire in my eyes, / And the flash of my teeth, / The swing in my waist, / And the joy in my feet."

Poemas | Sweet Thunder (Introduction; My People Is; Bats and Butterflies; First Love; New Low; The Brothers; Let Me; Happy 4th of July, Y'All; Herd Runners; Self-Love).

Banda Sonora | The Harmonizing Four - Motherless Child; Derrick Harriott - Message From a Black Man; Nina Simone - Plain Gold Ring; Sam Dees - Heritage of the Black Man; Gil Scott-Heron - The Revolution Will Not Be Televised.

A arte pela dignidade, a poesia pela sobrevivência: sábados 7 e 14 de Fevereiro (1ª e 2ª partes), à meia-noite, na Rádio Universidade de Coimbra.

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Saturday, Jan 31, 2009

133. "Le Poète aux Mille et Un Visages" (Jean Cocteau) por Jean Cocteau et al - Parte 2

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[Emissão Sáb.31.Jan.2009.24h]

Viajando por paisagens francófonas, recebemos Jean Cocteau no éter da Rádio Universidade de Coimbra. Na voz do próprio, ou na de convidados como Édith Piaf, Jeanne Moreau, Berthe Bovy, Jean Marais e Marianne Oswald, são gravações não só históricas como essenciais da sua obra: "Le Bel Indifférent", que conta com Edith Piaf actriz e "La Voix Humaine" interpretado pela voz para a qual foi escrita, precisamente a belga Berthe Bovy.

"Je sais que la poésie est indispensable, mais je ne sais pas à quoi."

A La Carte | La Toison D'Or, Les Mauvais Élèves, Le Modèle des Dormeurs (poèmes lus par Jean Cocteau, 1929); La Dame de Monte-Carlo e Anna La Bonne (chansons parlées interprétées par Marianne Oswald); Les Parents Terribles (pièce en trois actes interprétée par Yvonne Debray et Jean Marais); La Machine Infernale (pièce en trois actes interprétée par Jeanne Moreau et Jean Marais)

Banda Sonora | Francis Poulenc - Valse en C Major (1920); Darius Milhaud - Scaramouche Opus 165b, I & III (Darius Milhaud e Marcelle Meyer ao piano, 1938); Carl Maria von Weber - Le Spectre de la rose (Diaghilev, Ballets Russes); Manuel de Falla - Harpsichord Concerto, Allegro; Le comte de Monte Cristo (excerto da trilha sonora do filme); Arthur Honegger - Pacific 231 (pela Utah Symphony); Darius Milhaud - Le Boeuf sur Le Toit Op58, A surrealistic cabaret (Radio Symphony Orchestra Berlin).

Jean Cocteau: um escritor, dramaturgo, realizador, alguém pouco convencional, um criativo surrealista para ouvir nos sábados, 24 e 31 de Janeiro, na meia-noite dos 107.9FM.

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Saturday, Jan 24, 2009

132. "Le Poète aux Mille et Un Visages" (Jean Cocteau) por Jean Cocteau et al - Parte 1

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[Emissão Sáb.24.Jan.2009.24h]

Viajando por paisagens francófonas, recebemos Jean Cocteau no éter da Rádio Universidade de Coimbra. Na voz do próprio, ou na de convidados como Édith Piaf, Jeanne Moreau, Berthe Bovy, Jean Marais e Marianne Oswald, são gravações não só históricas como essenciais da sua obra: "Le Bel Indifférent", que conta com Edith Piaf actriz e "La Voix Humaine" interpretado pela voz para a qual foi escrita, precisamente a belga Berthe Bovy.

"Je sais que la poésie est indispensable, mais je ne sais pas à quoi."

A La Carte | Le Bel Indifférent (pièce en un acte interprétée par Edith Piaf, 1953); La Voix Humaine (Solo pour une actrice, pièce en un acte interprétée par Berthe Bovy).

Banda Sonora | Erik Satie - Je te veux e Tendrement (Valses chantées, Sigune von Osten com Armin Fuchs no piano); Francis Poulenc - La Voix Humaine (Cena final, com Carole Farley e a Scottish Chamber Orchestra).

Jean Cocteau: um escritor, dramaturgo, realizador, alguém pouco convencional, um criativo surrealista para ouvir nos sábados, 24 e 31 de Janeiro, na meia-noite dos 107.9FM.

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Saturday, Jan 03, 2009

129. "Brave New World" (Aldous Huxley) por Aldous Huxley

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[Emissão Sáb.03.Jan.2008.24h]

Depois de termos visitado "1984" de George Orwell no início de 2008, voltamos às sociedades totalitárias na inauguração do ano novo. O convite feito pelo Álvaro Mendes, Henrique Vicente e Nuno Fonseca (triângulo de locutores do programa Laboratorio Chimico) leva-nos a focar os sentidos em torno do escritor Aldous Huxley.

"And that after this is accomplished, and the brave new world begins; When all men are paid for existing and no man must pay for his sins..." (Rudyard Kipling, 1919)

"Brave New World", conhecida entre nós enquanto "Admirável Mundo Novo", é uma obra para 1931, ancorada num ensaio de uma sociedade futurista ficcionada à luz das problemáticas e das correntes ideológicas que efervesciam naquela altura do século XX.

Banda Sonora | Edgard Varèse (1958) - Poem Électronique (OHM The Early Gurus of Electronic Music 1948 1980, CD1).

Teremos em audição este sábado, 3 de Janeiro, à meia-noite, uma dramatização radiofónica da CBS de 1956, narrada pelo próprio Aldous Huxley e orquestrada pelo brilhante Bernard Herrmann. Estas emissões, editadas na altura em vinil, foram recentemente reeditadas em CD.

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Saturday, Dec 27, 2008

128. "The Coral Sea" (Patti Smith) por Patti Smith

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[Emissão Sáb.27.Dez.2008.24h]

No final de 2008, Paulo Sebastião sugere-nos uma edição deste ano: o poema épico "The Coral Sea" de Patti Smith, interpretado pela própria e musicado ao vivo por Kevin Shields (My Bloody Valentine) no londrino Queen Elizabeth Hall em Setembro de 2006. O poema, escrito em 1996, é uma homenagem ao fotógrafo e amigo Robert Mapplethorpe, vítima de SIDA.

«(...) The sky was black and glistening, as if spread with fresh tar (...).»

«(...) He liked to work \ He liked to feel \ He didn't like to think \ He didn't have to talk (...)»

O spoken-word de Patti Smith sob a guitarra e feitos sonoros de Kevin Shields, em 107.9FM, este sábado, 27 de Dezembro.

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Saturday, Dec 20, 2008

127. "L'étranger" (Albert Camus) por Albert Camus - Parte 4

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[Emissão Sáb.20.Dez.2008.24h]

"L'etranger" é uma das primeiras obras de Albert Camus, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1957, escritor, filósofo e dramaturgo. Publicado em 1942, integra-se na trilogia «absurdo» do autor e narra, em território argelino (na altura, colónia francesa), o julgamento de Meursault, personagem acusada de ter morto um homem.

"...J'ai résumé L'Étranger, il y a longtemps, par une phrase dont je reconnais qu'elle est très paradoxale: 'Dans notre sociéte tout homme qui ne pleure pas à l'enterrement de sa mère risque d'être condamné à mort.' Je voulais dire seulement que le héros du livre est condamné parce qu'il ne joue pas le jeu. En ce sens, il est étranger à la société ou il vit, il erre, en marge, dans les faubourgs de la vie privée, solitaire, sensuelle. Et c'est pourquoi des lecteurs ont été tenté de le considérer comme une épave. Meursault ne joue pas le jeu. La réponse est simple : il refuse de mentir. [...] ...On ne se tromperait donc pas beaucoup en lisant dans L'Étranger l'histoire d'un homme qui, sans aucune attitude héroïque, accepte de mourir pour la vérité. Meursault pour moi n'est donc pas une épave, mais un homme pauvre et nu, amoureux du soleil qui ne laisse pas d'ombres. Loin qu'il soit privé de toute sensibilité, une passion profonde, parce que tenance l'anime, la passion de l'absolu et de la vérité. Il m'est arrivé de dire aussi, et toujours paradoxalement, que j'avais essayé de figurer dans mon personnage le seul christ que nous méritions. On comprendra, après mes explications, que je l'aie dit sans aucune intention de blasphème et seulement avec l'affection un peu ironique qu'un artiste a le droit d'éprouver a l'égard des personnages de sa création."

Banda Sonora | Music In The World Of Islam III (Ghaita, double naqqara, tabl [Algeria, 1970]); Harold Budd & Hector Zazou - Glyph (And then she stepped aside [excerto]); Atlas Sound - Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel (Small Horror); Hecq - Night Falls (vários excertos); John Zorn - Sholem Aleichem (Lucky me, I'm an orphan!; Mekubolim; Talking through oblivion).

O livro foi ainda levado ao cinema depois da morte do autor, por Luchino Visconti com Marcello Mastroianni, em 1967.

"Pour moi, devant ce monde, je ne veux pas mentir ni qu'on me mente. Je veux porter ma lucidité jusqu'au bout et regarder ma fin avec toute la profusion de ma jalousie et de mon horreur." (Noces, A. Camus)

Albert Camus, na sua leitura de 1954 para a rádio estatal francesa, é a voz a ouvir nos próximos sábados, 29 de Novembro e 6, 13 e 20 de Dezembro, à meia-noite, na Rádio Universidade de Coimbra em 107.9FM.

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Saturday, Dec 13, 2008

126. "L'étranger" (Albert Camus) por Albert Camus - Parte 3

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[Emissão Sáb.13.Dez.2008.24h]

"L'etranger" é uma das primeiras obras de Albert Camus, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1957, escritor, filósofo e dramaturgo. Publicado em 1942, integra-se na trilogia «absurdo» do autor e narra, em território argelino (na altura, colónia francesa), o julgamento de Meursault, personagem acusada de ter morto um homem.

"...J'ai résumé L'Étranger, il y a longtemps, par une phrase dont je reconnais qu'elle est très paradoxale: 'Dans notre sociéte tout homme qui ne pleure pas à l'enterrement de sa mère risque d'être condamné à mort.' Je voulais dire seulement que le héros du livre est condamné parce qu'il ne joue pas le jeu. En ce sens, il est étranger à la société ou il vit, il erre, en marge, dans les faubourgs de la vie privée, solitaire, sensuelle. Et c'est pourquoi des lecteurs ont été tenté de le considérer comme une épave. Meursault ne joue pas le jeu. La réponse est simple : il refuse de mentir. [...] ...On ne se tromperait donc pas beaucoup en lisant dans L'Étranger l'histoire d'un homme qui, sans aucune attitude héroïque, accepte de mourir pour la vérité. Meursault pour moi n'est donc pas une épave, mais un homme pauvre et nu, amoureux du soleil qui ne laisse pas d'ombres. Loin qu'il soit privé de toute sensibilité, une passion profonde, parce que tenance l'anime, la passion de l'absolu et de la vérité. Il m'est arrivé de dire aussi, et toujours paradoxalement, que j'avais essayé de figurer dans mon personnage le seul christ que nous méritions. On comprendra, après mes explications, que je l'aie dit sans aucune intention de blasphème et seulement avec l'affection un peu ironique qu'un artiste a le droit d'éprouver a l'égard des personnages de sa création."

Banda Sonora | Music In The World Of Islam III (Ghaita, double naqqara, tabl [Algeria, 1970]); Harold Budd & Hector Zazou - Glyph (And then she stepped aside [excerto]); Atlas Sound - Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel (Small Horror); Hecq - Night Falls (vários excertos); John Zorn - Sholem Aleichem (Lucky me, I'm an orphan!; Mekubolim; Talking through oblivion).

O livro foi ainda levado ao cinema depois da morte do autor, por Luchino Visconti com Marcello Mastroianni, em 1967.

"Pour moi, devant ce monde, je ne veux pas mentir ni qu'on me mente. Je veux porter ma lucidité jusqu'au bout et regarder ma fin avec toute la profusion de ma jalousie et de mon horreur." (Noces, A. Camus)

Albert Camus, na sua leitura de 1954 para a rádio estatal francesa, é a voz a ouvir nos próximos sábados, 29 de Novembro e 6, 13 e 20 de Dezembro, à meia-noite, na Rádio Universidade de Coimbra em 107.9FM.

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Saturday, Dec 06, 2008

125. "L'étranger" (Albert Camus) por Albert Camus - Parte 2

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[Emissão Sáb.06.Dez.2008.24h]

"L'etranger" é uma das primeiras obras de Albert Camus, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1957, escritor, filósofo e dramaturgo. Publicado em 1942, integra-se na trilogia «absurdo» do autor e narra, em território argelino (na altura, colónia francesa), o julgamento de Meursault, personagem acusada de ter morto um homem.

"...J'ai résumé L'Étranger, il y a longtemps, par une phrase dont je reconnais qu'elle est très paradoxale: 'Dans notre sociéte tout homme qui ne pleure pas à l'enterrement de sa mère risque d'être condamné à mort.' Je voulais dire seulement que le héros du livre est condamné parce qu'il ne joue pas le jeu. En ce sens, il est étranger à la société ou il vit, il erre, en marge, dans les faubourgs de la vie privée, solitaire, sensuelle. Et c'est pourquoi des lecteurs ont été tenté de le considérer comme une épave. Meursault ne joue pas le jeu. La réponse est simple : il refuse de mentir. [...] ...On ne se tromperait donc pas beaucoup en lisant dans L'Étranger l'histoire d'un homme qui, sans aucune attitude héroïque, accepte de mourir pour la vérité. Meursault pour moi n'est donc pas une épave, mais un homme pauvre et nu, amoureux du soleil qui ne laisse pas d'ombres. Loin qu'il soit privé de toute sensibilité, une passion profonde, parce que tenance l'anime, la passion de l'absolu et de la vérité. Il m'est arrivé de dire aussi, et toujours paradoxalement, que j'avais essayé de figurer dans mon personnage le seul christ que nous méritions. On comprendra, après mes explications, que je l'aie dit sans aucune intention de blasphème et seulement avec l'affection un peu ironique qu'un artiste a le droit d'éprouver a l'égard des personnages de sa création."

Banda Sonora | Music In The World Of Islam III (Ghaita, double naqqara, tabl [Algeria, 1970]); Harold Budd & Hector Zazou - Glyph (And then she stepped aside [excerto]); Atlas Sound - Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel (Small Horror); Hecq - Night Falls (vários excertos); John Zorn - Sholem Aleichem (Lucky me, I'm an orphan!; Mekubolim; Talking through oblivion).

O livro foi ainda levado ao cinema depois da morte do autor, por Luchino Visconti com Marcello Mastroianni, em 1967.

"Pour moi, devant ce monde, je ne veux pas mentir ni qu'on me mente. Je veux porter ma lucidité jusqu'au bout et regarder ma fin avec toute la profusion de ma jalousie et de mon horreur." (Noces, A. Camus)

Albert Camus, na sua leitura de 1954 para a rádio estatal francesa, é a voz a ouvir nos próximos sábados, 29 de Novembro e 6, 13 e 20 de Dezembro, à meia-noite, na Rádio Universidade de Coimbra em 107.9FM.

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Saturday, Nov 29, 2008

124. "L'étranger" (Albert Camus) por Albert Camus

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[Emissão Sáb.29.Nov.2008.24h]

"L'etranger" é uma das primeiras obras de Albert Camus, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1957, escritor, filósofo e dramaturgo. Publicado em 1942, integra-se na trilogia «absurdo» do autor e narra, em território argelino (na altura, colónia francesa), o julgamento de Meursault, personagem acusada de ter morto um homem.

"...J'ai résumé L'Étranger, il y a longtemps, par une phrase dont je reconnais qu'elle est très paradoxale: 'Dans notre sociéte tout homme qui ne pleure pas à l'enterrement de sa mère risque d'être condamné à mort.' Je voulais dire seulement que le héros du livre est condamné parce qu'il ne joue pas le jeu. En ce sens, il est étranger à la société ou il vit, il erre, en marge, dans les faubourgs de la vie privée, solitaire, sensuelle. Et c'est pourquoi des lecteurs ont été tenté de le considérer comme une épave. Meursault ne joue pas le jeu. La réponse est simple : il refuse de mentir. [...] ...On ne se tromperait donc pas beaucoup en lisant dans L'Étranger l'histoire d'un homme qui, sans aucune attitude héroïque, accepte de mourir pour la vérité. Meursault pour moi n'est donc pas une épave, mais un homme pauvre et nu, amoureux du soleil qui ne laisse pas d'ombres. Loin qu'il soit privé de toute sensibilité, une passion profonde, parce que tenance l'anime, la passion de l'absolu et de la vérité. Il m'est arrivé de dire aussi, et toujours paradoxalement, que j'avais essayé de figurer dans mon personnage le seul christ que nous méritions. On comprendra, après mes explications, que je l'aie dit sans aucune intention de blasphème et seulement avec l'affection un peu ironique qu'un artiste a le droit d'éprouver a l'égard des personnages de sa création."

Banda Sonora | Music In The World Of Islam III (Ghaita, double naqqara, tabl [Algeria, 1970]); Harold Budd & Hector Zazou - Glyph (And then she stepped aside [excerto]); Atlas Sound - Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel (Small Horror); Hecq - Night Falls (vários excertos); John Zorn - Sholem Aleichem (Lucky me, I'm an orphan!; Mekubolim; Talking through oblivion).

O livro foi ainda levado ao cinema depois da morte do autor, por Luchino Visconti com Marcello Mastroianni, em 1967.

"Pour moi, devant ce monde, je ne veux pas mentir ni qu'on me mente. Je veux porter ma lucidité jusqu'au bout et regarder ma fin avec toute la profusion de ma jalousie et de mon horreur." (Noces, A. Camus)

Albert Camus, na sua leitura de 1954 para a rádio estatal francesa, é a voz a ouvir nos próximos sábados, 29 de Novembro e 6, 13 e 20 de Dezembro, à meia-noite, na Rádio Universidade de Coimbra em 107.9FM.

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Saturday, Nov 22, 2008

123. "Erotische Gedichte" (Bertold Brecht) por Blixa Bargeld - Parte 2

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[Emissão Sáb.22.Nov.2008.24h]

Porque não uma emissão em alemão? Porque não histórias inusitadas de Bertold Brecht na intimidade vocal de Blixa Bargeld? Aceitemos o cocktail, simplesmente por ser irrecusável...

Bertold Brecht (1898/1956) é uma figura incontornável e inspiradora da cultura alemã. Além de poeta, a sua influência como dramaturgo e pensador repercutiu-se rapidamente em várias outras formas artísticas, do cinema à música. Blixa Bargeld foi actor numa sua peça de teatro e leu, em 2006, nos 50 anos da sua morte, uma compilação de vários escritos de teor erótico ou sentimental que B.B. foi rabiscando ao longo da sua vida. Algumas histórias são menos conhecidas, outras já foram cantadas em palco. Poucas são cor de rosa, muitas são vermelhas. A voz de Blixa é a pedra de gelo perfeita.

«Wenn du mich lustig machst \ dann denk ich manchmal: \ Jetzt könnt ich sterben \ dann blieb ich glücklich bis an mein End. \ Wenn du dann alt bist \ und du an mich denkst \ seh ich wie heut aus \ und hast ein Liebchen \ das ist noch jung»
(in Wenn du mich lustig machst...)

Capítulos | 20. Die Balade Von Der Sexuellen Hörigkeit (1928); 21. Über Die Untreue De Weiber (Um 1926); 22. Kuppellied (1936); 23. Gedanken Eines Revuemädchen Wärend Des Entkleidingaktes (1935); 24. Zieh Ins Feld Ich Traurig Meiner Strassen (1944); 25. Erinnerung An Die Marie A. (1920); 26. Entdeckung An Einer Jungen Frau (Um 1925); 27. Das Zehnte Sonett (1933); 28. Das Elfte Sonett (Um 1933); 29. Fragen (1934); 30. Ardens Sed Virens (1939); 31. Schwächen (1950); 32. Der Abschied (um 1937); 33. Auch Das Beschädigte (1943); 34. Ein Bitteres Liebeslied (1918); 35. Die Geheimnisse Des Liebeslebens (1953); 36. Der Anstatt-Dass-Song (1928); 37. Oh, Die Unerhörten Möglichkeiten (Um 1918); 38. Das Dreizehnte Sonett (1933/1934); 39. Sonett No.12 (Vom Liebhaber) (1925-1927); 40. Empfehlung Eines Langen, Weiten Rocks (Um 1944); 41. Das Sechste Sonett (1933); 42. Das Siebenste Sonett (1933); 43. Das Dritte Sonett (1933); 44. Wenn Du Mich Lustig Machst (1950); 45. Sieben Rosen Hat Der Strauch (1950); 46. An R. (1950); 47. Erst Liess Freude Mich Nicht Schlaffen (1956).

Orquestra de Cabaret | Kurt Weill\Bertold Brecht (Ballade von der Sexuellen Hörigkeit e Pollys Abschiedslied em Die Dreigroschenoper, 1958; Anstatt-Daß com Nina Hagen & Max Raabe, 1999); Arnold Schönberg (Ein Wenig Bewegt e Langsam de Pelleas und Melisande); Ferruccio Busoni, cond. (Prelude Op.28 Nr. 5 de F. Chopin); Kurt Weill por The London Sinfonietta com David Atherton (excertos de Kleine Dreigroschenmusik; Mahagonny Songspiel; Concerto for Violin and Wind Orchestra Op. 12; Happy End); The Comedian Harmonists (Marie, 1930); Ernst Busch (Erinnerung an die Marie A de B. Brecht); Hildegard Knef - Für dich soll's rote Rosen regnen.

Em alemão, para um primeiro contacto ou para um treino linguístico, ou simplesmente porque nos apetece esta companhia em particular: BB & BB, Bertold e Blixa no cabaret da RUC, em 107.9FM, sábados, 15 e 22 de Novembro - um cocktail à meia-noite sob veludo vermelho. E que saudades do Cabaret Dada... Glotzt nicht so romantisch!

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Saturday, Nov 15, 2008

122. "Erotische Gedichte" (Bertold Brecht) por Blixa Bargeld - Parte 1

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[Emissão Sáb.15.Nov.2008.24h]

Porque não uma emissão em alemão? Porque não histórias inusitadas de Bertold Brecht na intimidade vocal de Blixa Bargeld? Aceitemos o cocktail, simplesmente por ser irrecusável...

Bertold Brecht (1898/1956) é uma figura incontornável e inspiradora da cultura alemã. Além de poeta, a sua influência como dramaturgo e pensador repercutiu-se rapidamente em várias outras formas artísticas, do cinema à música. Blixa Bargeld foi actor numa sua peça de teatro e leu, em 2006, nos 50 anos da sua morte, uma compilação de vários escritos de teor erótico ou sentimental que B.B. foi rabiscando ao longo da sua vida. Algumas histórias são menos conhecidas, outras já foram cantadas em palco. Poucas são cor de rosa, muitas são vermelhas. A voz de Blixa é a pedra de gelo perfeita.

«Wenn du mich lustig machst \ dann denk ich manchmal: \ Jetzt könnt ich sterben \ dann blieb ich glücklich bis an mein End. \ Wenn du dann alt bist \ und du an mich denkst \ seh ich wie heut aus \ und hast ein Liebchen \ das ist noch jung»
(in Wenn du mich lustig machst...)

Capítulos | 01. Goldene Früchte Hängen (Um 1914); 02. Das Pflaumenlied (1948); 03. Dunkel Im Weidengrund (1920); 04. Liebeslied (Ca. 1918); 05. Die Jungfraunballade (1928); 06. Was Brauchen Den Dirnen Die Stirnen Breit Sein (1920); 07. Durch Die Kammer Ging Der Wind (1920); 08. Keuschheitsbalade In Dur Oder Der Jüngling Und Die Jungfrau (1918); 09. Baals Lied (1918); 10. Über Die Vitalität (1920); 11. Wahre Balade Von Einem Weib (1920); 12. Lied Der Verderbten Unschuld Beim Wäschefalten (1921); 13. Wenn Sie Trinkt, Fällt Sie In Jedes Bett (1937); 14. Balaam Lai In Seinem Dreissigsten Jahr (Um 1921); 15. Das Lied Vom Surabaya-Johnny (1925); 16. Ballade Von Der Hanna Cash (1920); 17. Der Ehesong (1928); 18. Das Hochzeitslied Für Ärmerse Leute (1928); 19. Die Legende Der Dirne Evlyn Roe (1918).

Orquestra de Cabaret | Kurt Weill\Bertold Brecht (Die Moritat von Mackie Messer, cantada por Bertolt Brecht em Die Dreigroschenoper, 1928; Liebeslied de Die Dreigroschenoper, 1930, re.1991; Liebeslied für Orchester com Nina Hagen & Max Raabe, 1999; Hochzeitslied für Ärmere Leute em Die Dreigroschenoper, 1958); Separador (International Bertolt Brecht Conference, Poznan 2006); Arnold Schönberg (Adagio de Verklärte Nacht; Lebhaft de Pelleas und Melisande); Kurt Weill\Bertold Brecht (Vollerei Gluttony de Die sieben Todsünden); Hanns Eisler (var. de String Quartet op. 75, 1938; Mariannelied); Ferruccio Busoni, cond. (Polonaise Nr. 2 de F. Liszt; Partita No.2, BWV 1004 de J.S. Bach); Ute Lemper (Alles Schwindel de Mischa Spoliansky).

Em alemão, para um primeiro contacto ou para um treino linguístico, ou simplesmente porque nos apetece esta companhia em particular: BB & BB, Bertold e Blixa no cabaret da RUC, em 107.9FM, sábados, 15 e 22 de Novembro - um cocktail à meia-noite sob veludo vermelho. E que saudades do Cabaret Dada... Glotzt nicht so romantisch!

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Friday, Nov 07, 2008

120. "Loucura..." (Mário de Sá Carneiro) por Guilherme Mendonça - Parte 2

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[Emissão Sáb.07.Nov.2008.24h]

A vida dá-nos o prazer de conhecer pessoas tremendamente talentosas. Do radialista actor João Vaz, ao irmão matemático sociólogo Nuno Casimiro, ao encantador amigo ilustre ilustrador Alex Gozblau travamos conhecimento com o actor, encenador, dramaturgo, artista plástico e escritor Guilherme Mendonça. A gravação da sua leitura de "Loucura...", texto de Mário de Sá Carneiro, estava há muito perdida numa gaveta. Guilherme-Alex-Casimiro-João-Inês-Ouvinte... 6 graus de separação depois, é-vos apresentada aqui, na antena da Rádio Universidade de Coimbra.

"A morte de Raul Vilar foi muito lamentada. Todos os jornais consagraram longos artigos ao grande escultor. Fazendo o seu elogio, escreveram-lhe a biografia, catalogaram-lhe as obras - entre as quais avulta esse admirável baixo-relevo "Amor" - e concordaram unanimemente em que o seu prematuro falecimento havia sido uma grave perda para a arte nacional. Depois, os anos decorreram. Hoje, poucos se lembrarão já do pobre Raul. É por isso mesmo que me decido a falar dele. Para o fazer, ninguém mais competente do que eu. Fui o seu maior amigo, o seu único amigo. Que as minhas intenções não sejam desvirtuadas: este escrito tem por fim simplesmente pôr em evidência todos os elementos que possam servir de base para o estudo duma singularíssima psicologia; que possam tornar compreensível a incompreensível tragédia de uma alma, explicar o inexplicável suicídio.(...)"

Mário de Sá-Carneiro, poeta de Orpheu, a quem a tristeza foi companheira de viagem de uns 25 anos de existência, carregou às costas uma compreensão da alma humana que reconhecemos em "Loucura...". Esta é a história, contada pelo amigo, do miserável desespero do escultor Raul Vilar.

"(...) Morto o corpo, amaria a alma só com a sua alma. Isto tudo são loucuras, sei perfeitamente. Apenas no cérebro dum doido podem nascer tais pensamentos. Nós, os "homens de juízo", não pensamos nessas coisas, não pensamos em muitas coisas porque aceitámos a vida tal como ela é, tal como se convencionou que ela fosse; porque nos habituámos a ela. Raul não se habitou. Foi um desgraçado. (...) »Mário de Sá-Carneiro, "Loucura...", Edições Rolim, Lisboa, 1990 (4ª ed.).

Quanto à outra, a história de Mário de Sá-Carneiro, contam-na as cartas correspondidas com o companheiro Fernando Pessoa.

Guilherme Mendonça | Nascido em Moçambique em 1973, frequentou a Escola Secundária Artística António Arroio e foi ilustrador e criativo publicitário. Frequentou o curso de formação de actores do Instituto Franco-Português tendo nessa altura iniciado a sua carreira no teatro. Em 1997 ingressou o curso de stage manager na londrina Guilhall School of Music and Drama. Possui o grau de Master in Text and Performance Studies pela Royal Academy of Dramatic Arts/King's College. Tem produzido trabalho em várias vertentes, nos dois países – como encenador, dramaturgo e actor: Blatlan, Barraca, companhia Crescer com a Música, Workhorse productions, etc. Tem dois livros publicados: Istmo (poesia) e Tristes Trópicos (teatro) e outras tantas traduções. A sua peça "Loucura" estreou em 2002, no Galleon Theatre em Londres. Em 2004 foi um dos escritores integrados no programa International Residency no Royal Court com a peça "O Sol da Tarde". Recentemente fundou a companhia de teatro Dramascópio, que tem como objecto o desenvolvimento e disseminação de processos de criação dramatúrgica, com início de actividades agendado para 2009. É doutorando na Brunel University, em Londres, onde desenvolve uma tese, aplicada, em dramaturgia. Além de arte e estruturas, pensa muito, em particular, sobre o teatro.

Banda Sonora | Pablo Casals (Suite para Violoncelo Nr. 5 de J. S. Bach); Henryk Wieniawski (Concerto para Violino Op.2); Antonín Dvořák (Humoresque); Erik Satie (Valse); Camille Saint-Saëns (Le Carnaval des Animaux); Kronos Quartet (Two Studies on Ancient Greek Scales; God-music [George Crumb]; Fratres [Arvo Pärt]; String Quartet No. 4 [Ben Johnson]); Phillip Glass & Kronos Quartet (In the theatre; Excellent Mister Renfield; The Castle).

"Loucura?! – Mas afinal o que vem a ser a loucura?... Um enigma... Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de loucos... (...) O meu amigo não pensava como toda a gente... Eu não o compreendia: chamava-lhe doido..."

Loucura à lua em telhado de zinco escorre memórias: na Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9 FM, sábado 1 de Novembro às 24h (1ª parte) e sábado 8 de Novembro às 24h (2ª parte), o Guilherme conta uma história.

NOTA: Para mais Mário de Sá-Carneiro, relembre-se «Azulejos», uma produção de João Palma e Frederico Carvalho emitida em 2006 na RUC.

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Saturday, Nov 01, 2008

120. "Loucura..." (Mário de Sá Carneiro) por Guilherme Mendonça - Parte 1

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[Emissão Sáb.01;07.Nov.2008.24h]

A vida dá-nos o prazer de conhecer pessoas tremendamente talentosas. Do radialista actor João Vaz, ao irmão matemático sociólogo Nuno Casimiro, ao encantador amigo ilustre ilustrador Alex Gozblau travamos conhecimento com o actor, encenador, dramaturgo, artista plástico e escritor Guilherme Mendonça. A gravação da sua leitura de "Loucura...", texto de Mário de Sá Carneiro, estava há muito perdida numa gaveta. Guilherme-Alex-Casimiro-João-Inês-Ouvinte... 6 graus de separação depois, é-vos apresentada aqui, na antena da Rádio Universidade de Coimbra.

"A morte de Raul Vilar foi muito lamentada. Todos os jornais consagraram longos artigos ao grande escultor. Fazendo o seu elogio, escreveram-lhe a biografia, catalogaram-lhe as obras - entre as quais avulta esse admirável baixo-relevo "Amor" - e concordaram unanimemente em que o seu prematuro falecimento havia sido uma grave perda para a arte nacional. Depois, os anos decorreram. Hoje, poucos se lembrarão já do pobre Raul. É por isso mesmo que me decido a falar dele. Para o fazer, ninguém mais competente do que eu. Fui o seu maior amigo, o seu único amigo. Que as minhas intenções não sejam desvirtuadas: este escrito tem por fim simplesmente pôr em evidência todos os elementos que possam servir de base para o estudo duma singularíssima psicologia; que possam tornar compreensível a incompreensível tragédia de uma alma, explicar o inexplicável suicídio.(...)"

Mário de Sá-Carneiro, poeta de Orpheu, a quem a tristeza foi companheira de viagem de uns 25 anos de existência, carregou às costas uma compreensão da alma humana que reconhecemos em "Loucura...". Esta é a história, contada pelo amigo, do miserável desespero do escultor Raul Vilar.

"(...) Morto o corpo, amaria a alma só com a sua alma. Isto tudo são loucuras, sei perfeitamente. Apenas no cérebro dum doido podem nascer tais pensamentos. Nós, os "homens de juízo", não pensamos nessas coisas, não pensamos em muitas coisas porque aceitámos a vida tal como ela é, tal como se convencionou que ela fosse; porque nos habituámos a ela. Raul não se habitou. Foi um desgraçado. (...) »Mário de Sá-Carneiro, "Loucura...", Edições Rolim, Lisboa, 1990 (4ª ed.).

Quanto à outra, a história de Mário de Sá-Carneiro, contam-na as cartas correspondidas com o companheiro Fernando Pessoa.

Guilherme Mendonça | Nascido em Moçambique em 1973, frequentou a Escola Secundária Artística António Arroio e foi ilustrador e criativo publicitário. Frequentou o curso de formação de actores do Instituto Franco-Português tendo nessa altura iniciado a sua carreira no teatro. Em 1997 ingressou o curso de stage manager na londrina Guilhall School of Music and Drama. Possui o grau de Master in Text and Performance Studies pela Royal Academy of Dramatic Arts/King's College. Tem produzido trabalho em várias vertentes, nos dois países – como encenador, dramaturgo e actor: Blatlan, Barraca, companhia Crescer com a Música, Workhorse productions, etc. Tem dois livros publicados: Istmo (poesia) e Tristes Trópicos (teatro) e outras tantas traduções. A sua peça "Loucura" estreou em 2002, no Galleon Theatre em Londres. Em 2004 foi um dos escritores integrados no programa International Residency no Royal Court com a peça "O Sol da Tarde". Recentemente fundou a companhia de teatro Dramascópio, que tem como objecto o desenvolvimento e disseminação de processos de criação dramatúrgica, com início de actividades agendado para 2009. É doutorando na Brunel University, em Londres, onde desenvolve uma tese, aplicada, em dramaturgia. Além de arte e estruturas, pensa muito, em particular, sobre o teatro.

Banda Sonora | Pablo Casals (Suite para Violoncelo Nr. 5 de J. S. Bach); Astor Piazzolla (Oblivion); Silvestre Fonseca (Sonata ao Chiado Antigo); John Morris (J. Merrick and Psalm; Pantomime de The Elephant Man); Bernstein (Symphonic Dances); Camille Saint-Saëns (L'Éléphant; Kangourous; Aquarium; Fossiles de Le Carnaval des animaux); Edward Elgar (The Sad Doll de Nursery Suite); Erik Satie (Gnossienne No. 5); Óscar da Silva (5ª Dolorosa); Dead Combo (After Peace, swim twice).

"Loucura?! – Mas afinal o que vem a ser a loucura?... Um enigma... Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de loucos... (...) O meu amigo não pensava como toda a gente... Eu não o compreendia: chamava-lhe doido..."

Loucura à lua em telhado de zinco escorre memórias: na Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9 FM, sábado 1 de Novembro às 24h (1ª parte) e sábado 8 de Novembro às 24h (2ª parte), o Guilherme conta uma história.

NOTA: Para mais Mário de Sá-Carneiro, relembre-se «Azulejos», uma produção de João Palma e Frederico Carvalho emitida em 2006 na RUC.

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Friday, Oct 10, 2008

119. "Ridin' The Rails" por Johnny Cash

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[Emissão Sex.17.Out.2008.20h]

Para a nova grelha de programas da Rádio Universidade de Coimbra, a lançar no próximo dia 17, contamos com duas emissões muito especiais que só irão para o ar no novo horário do programa (sábados às 24h) depois de terminadas as transmissões das noites da Latada. Até lá, despedimo-nos desta grelha de verão recordando um velho favorito: Johnny Cash.

Quando era miúdo, vivia ao lado da linha de comboio e sonhava ser maquinista. A vida ditou que se tornasse uma lenda da música country. Johnny Cash canta o nascimento e glória dos caminhos-de-ferro da América, na melhor tradição sulista de contador de histórias. A realização e caracterização do documentário é absolutamente brilhante, sendo a qualidade da produção tremenda, mesmo para 1974, ano em que foi transmitido em televisão pela única vez.

«There's nothing that stirs my imagination like the sound of a steam locomotive: that lonesome whistle cutting through the night and that column of black smoke and steam throwing shadows across the land.»

Cash fala-nos das primeiras máquinas a vapor, do dia-a-dia dos trabalhadores que uniram as duas costas (permitindo aos E.U.A. ser mais que duas regiões costeiras separadas por um enorme deserto), fala-nos de "vaqueiros" e assaltantes de comboios e momentos históricos como a Guerra Civil e guerras mundiais. Histórias para sorrir, como a lenda de John Henry e Casey Jones (este, talvez o herói mais frequente da tradição americana de railroad songs) e ainda o fado dos hobos (crash-guests dos comboios que percorriam o país na procura de emprego durante a grande depressão - foi este também o caso do pai de Johnny Cash).

Capítulos | 01. Ridin' The Rails; 02. Tom Thumb; 03. Collage of Yesterday; 04. The Night They Drove Old Dixie Down; 05. The Legend of John Henry's Hammer; 06. Shave and a Hot Bath; 07. Train Robbers; 08. Satirical Aire; 09. Casey Jones; 10. Crystal Chandeliers and Burgundy; 11. Doesn't Anybody Know My Name; 12. City of New Orleans; 13. The L&N Don't Stop Here Anymore; 14. These Hands.


Nesta emissão visita-se a trilha sonora do documentário da Rhino Home Video que passou na televisão americana a 19 de Abril de 1974 e ficou depois esquecido uns 30 anos na garagem do director Nicholas Webster, até ser descoberto e lançado em DVD em 2005. Vamos ouvi-lo na RUC, em 107.9FM, na sexta, 17 de Outubro, às 20h: uma história de avós para netos com direito a guitarra.

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Sunday, Sep 07, 2008

118. "Radiocapitolazioni" (Vinicio Capossela) por Vinicio Capossela - Parte 5

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Capítulos | Il negro Dum Dum e la costola di Garopaba; Nice and Nice preludio; Nice and Nice finale.

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Sunday, Sep 07, 2008

117. "Radiocapitolazioni" (Vinicio Capossela) por Vinicio Capossela - Parte 4

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Capítulos | Il girone dei Rebetici; Sollevatori bulgari; L’animale del Chiavicone.

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Sunday, Sep 07, 2008

116. "Radiocapitolazioni" (Vinicio Capossela) por Vinicio Capossela - Parte 3

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Na sexta-feira, 17 de Outubro, é lançado o novo álbum de originais de Vinicio Capossela, «Da Solo», um disco de baladas que gravitam em torno do piano, gravado com o guitarrista Alessandro Stefana e produzido em Milão e nos E.U.A., com a produtora de Marc Ribot e dos Calexico.

Capítulos | Waterloo; Cosa ha ucciso Jack Kerouac; Sarajevo-Bar-Bari-Bar.

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